30/06/2023 às 09h58min - Atualizada em 30/06/2023 às 09h58min

​Emaranhado nas teias do arrependimento

Adilson Araujo

Emaranhado nas teias do arrependimento,
O coração se debate em conflito interno,
Um fardo pesado de culpa e tormento,

Que consome a alma com seu poder eterno.

Como te culpar, se é a mim que não perdoo?
Nas sombras da autodepreciação, me perco,
Um labirinto de dúvidas e anseios loucos,
Onde o perdão é um tesouro que não conheço.

Ah, o medo, o pavor constante que me invade,
Um inferno ardente que consome a existência,
Envenenando a vida, roubando a felicidade,
E levando-me à beira da minha própria demência.

No entanto, surge um gélido pressentimento,
Um sonho buscado com ardor e empenho,
Mas agora perdido, obscurecido pelo tormento,
E a pergunta ecoa: como eu me mantenho?

Um frio que penetra até os ossos, implacável,
Um vislumbre dourado, o sonho a perseguir,
Perdoa-me, pois nem a mim posso perdoar,
Preso em um labirinto de remorso a fluir.

Como me perderia se não há para onde ir,
Em um vazio incerto, sem rumo ou destino?
Se a mim mesmo não perdoo, como culpar-te. 
Se é no espelho da alma que encontro o meu desatino?

Ah, quebrar essas correntes, encontrar a redenção,
Aprender a perdoar, libertar-me desse fardo,
Reconstruir a esperança, transformar a escuridão,
E, finalmente, deixar que a paz se faça .


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