29/06/2023 às 13h52min - Atualizada em 29/06/2023 às 13h52min

​Na espaço vazia de meu peito, ecoa o encanto

Adilson Araujo

Na espaço vazia de meu peito, ecoa o encanto,
Versos entrelaçados em mágoas profundas,
Meu silêncio traduz as dores deste canto,

Declamo ao vento, em solidão, palavras mudas.

As flores que outrora adornavam meu caminho,
Agora murcharam, cobertas de tristeza e amargor,
Sem meus poemas, o mundo é frio e sozinho,
A vida se entrega ao ocaso, altiva, ao arredor.

Que letra pode conter minha lágrima incontida?
A dor sentida permanecerá em nós, sempre presente,
Sem alento, sem piedade, a saudade se alinha.

Em um constante ciclo do amor à despedida,
Por que razões devemos seguir adiante, vida?
Por que o adeus insiste em nascer da eternidade?

Nas entrelinhas da existência, a triste melodia,
Perguntas sem respostas, emaranhadas no tempo,
Mas mesmo no adeus, há espaço para a esperança,

Pois mesmo na dor, há sementes de mudança,
Em cada verso, um grito de resistência,
A vida segue, embora envolta em incerteza,

Encontraremos forças em cada fraqueza,
E nas despedidas, aprendemos a valorizar,
Os momentos vividos, as almas que cruzaram nosso caminhar.

Então, mesmo diante das perguntas sem solução,
Sigamos adiante, com coragem e compaixão,
A vida é um poema em constante mutação,

E mesmo que o adeus nos traga melancolia,
Que encontremos na eternidade a semente da alegria,
E assim, escrevamos nossa história, com amor e poesia.


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