27/06/2023 às 11h37min - Atualizada em 27/06/2023 às 11h37min

​Na loucura dos versos, o poeta se revela

Adilson Araujo

Na loucura dos versos, o poeta se revela,
Em palavras desconexas, sua alma voa e se revela.
Todos os poemas são seus, ele os reivindica,

Em cada poema escrito, sua essência se explica.

Noites mórbidas transformadas em doces dias,
A poesia é seu refúgio, suas alegorias.
Palavras bem casadas, sonhos e emoções,
Tudo o que sente é traduzido em suas canções.

Perdida e estranha, sua vida vazia clama,
Ele se reconhece nas palavras que o inflama.
Os poemas são seus, escritos para si,
A dor e a felicidade se igualam nesse país.

Mas como ousa escrever diante de gigantes,
Poetas imortais, eternos navegantes?
Quem é ele, afinal, diante de sua grandeza?
Tudo transportam para o poema, sem sutileza.

Estranho é como podem criar em seu nome,
Como se fossem os pais a dar-lhe por tipificação.
Mas não geraram sua essência, sua essência não criaram,
A poesia é sua, mesmo que a eles se associaram.

Estará louco? Talvez, mas a loucura é verdade crua,
Sem máscaras, sem adornos, nua e crua.
A verdade não se esconde em aparências vãs,
Ele se revela na essência, na verdade que está além.

Mas voltemos à poesia, não esqueçamos,
Que em cada verso se encontra o que vivemos.
A história que morre e revive em um instante,
Na eternidade da poesia, encontramos o bastante.

Musicos, cantem os poemas belos e grandiosos,
Escritos por poetas eternos e preciosos.
Pois ao cantá-los para o mundo, cantam também a ele,
Pois todos os poemas são seus, ele se revela.

E assim, a noite se vai, o dia renasce,
A turbulência se transforma em paz e prece.
O sono vence, a loucura se acalma,
E a verdade pura em versos se acama.


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