23/06/2023 às 13h31min - Atualizada em 23/06/2023 às 13h31min

Doce melodia dos versos que declamas,

Adilson Araujo

Doce melodia dos versos que declamas,
Teus sentimentos se entrelaçam em palavras tão raras.
Essa poesia que se tece, tão cheia de emoção,

Revela a força do amor, sua intensa vibração.

Na luz prateada da lua de cristal,
No rubro ramo do outono que se desfaz,
Tudo é um convite ao sonho, ao etéreo bailar,
E minha alma se entrega, contigo a navegar.

A brasa invisível, a lenha enrugada que toco,
São símbolos de um fogo que em nós se desdobra.
Cada aroma, cada luz, cada metal reluzente,
São barcos que singram, rumo às ilhas da mente.

Mas se um dia, aos poucos, deixares de amar,
Saiba que meu amor também há de esmorecer.
Se repentinamente me esqueceres, sem voltar,
Não me procures, pois já não te lembrarei sequer.

Se, na passagem do tempo, decidires partir,
Deixando-me na margem desse coração que me acolhe,
Saibas que minhas raízes, firmes, irão sair,
Em busca de uma nova terra, onde a esperança se molde.

Porém, se a cada dia, a cada hora que passa,
Sentires em teu ser um destino inescapável,
Se em teus lábios uma flor desabrocha, sem traça,
Ai, meu amor, minha amada, fogo inextinguível.

Em mim se repete essa chama, ardente e constante,
Nada se apaga, nada se esquece, em nossa jornada.
Meu amor se nutre do teu, de forma radiante,
E enquanto viveres, em teus braços estará abrigada,
Imortalizado, jamais deixará de existir, nem se acabará.


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